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segunda-feira, 29 de março de 2010

General MacArthur
Na coberta do Missouri, o general MacArthur fez um discurso histórico:

“Estão aqui reunidos os representantes das maiores potências militares para concluir um acordo solene destinado a restaurar a paz. As divergências foram sanadas nos campos de batalha do mundo inteiro e, por isso, não merecem de momento qualquer tipo de discussão.
Não estamos aqui, em representação da maioria dos habitantes da Terra com espírito de destruir nem com intuitos obscuros. Para nós, vencedores e vencidos, é uma honra assumir perante os nossos povos a promessa de cumprir o que agora referendamos.

Espero que esta cerimônia resulte num mundo melhor, nascido de um universo de sangue e violência. Um mundo baseado no diálogo e na concórdia, um mundo baseado na dignidade do Homem e nos princípios fundamentais da liberdade, da tolerância e da justiça.

(…) oremos pela paz agora restaurada, pedindo a Deus que a preserve eternamente.”

“Hoje se calaram os canhões. Findou uma tragédia. Colhemos uma importante vitória. Os céus não levarão mais mortos, os mares apenas albergarão comerciantes, os homens caminharão, em qualquer parte, de cabeça erguida. O mundo inteiro vive em paz. A missão foi cumprida.

Falo hoje para milhares de lábios fechados, calados para sempre nas selvas, nas praias e nas profundezas do Pacífico. Falo para os milhões de valorosos homens anônimos que regressam aos seus lares para construir o futuro, um futuro que todos eles, em grande medida, ajudaram a salvar da catástrofe.

Quando olho para o longo caminho percorrido desde os terríveis dias de Bataan e Corregidor, numa altura em que o mundo inteiro vivia mergulhado no terror, em que a democracia cerrava fileiras, quando a civilização moderna estremecia, não posso deixar de dar graças a Deus por nos ter dado o heroísmo, a coragem e a força necessárias para alcançar a vitória.

Conhecemos o sabor amargo da derrota e a doçura da vitória e, com ambas as sensações, aprendemos que não podemos retroceder. Devemos avançar para preservar a paz que ganhamos com a guerra.

(…) Desde sempre que o Homem tenta com recurso aos métodos mais variados, alcançar a paz, desenvolvendo métodos de âmbito internacional que evitem situações de conflito entre as nações. As alianças militares, o equilíbrio de forças, as Ligas das Nações, todos os sistemas fracassaram as mãos da guerra.

A capacidade destrutiva da guerra faz com que hoje, mais do que nunca, se encontre uma solução definitiva e eficaz. Esta é a nossa última oportunidade. Se não encontrarmos um sistema mais eficaz não tardará que bata à nossa porta a batalha derradeira.

A solução tem raízes teológicas e passa pelo renascimento dos valores humanos conjugados com o processo tecnológico, artístico e o patrimônio cultural acumulado nestes dois mil anos de história. Este deve ser o nosso ideal se queremos continuar vivos
«SANGUE, SOFRIMENTO, LÁGRIMAS E SUOR»



Na última sexta-feira à noite recebi de Sua Majestade o encargo de constituir novo Governo. Era evidente desejo do Parlamento e da Nação que este Governo tivesse a mais ampla base possível e que incluísse todos os Partidos.

Fiz já a parte mais importante desse trabalho.

Formei um gabinete de guerra com cinco membros, que representam, com a Oposição Trabalhista, e os Liberais, a unidade nacional. Era necessário que tudo isto se fizesse num só dia, dada a extrema urgência e gravidade dos acontecimentos. Outros cargos importantes foram providos ontem e apresentarei esta noite ao Rei uma nova lista. Conto concluir amanhã a nomeação dos principais ministros.

A escolha dos restantes ministros normalmente leva um pouco mais de tempo, mas espero que, quando o Parlamento voltar a reunir-se, essa parte da minha tarefa esteja terminada e a constituição do Governo se encontre completa sob todos os pontos de vista. Entendi ser de interesse público propor que a Câmara fosse convocada para hoje. No final da sessão de hoje, propor-se-á o adiamento dos trabalhos até terça-feira, 21 do corrente, tomando-se as disposições adequadas para que a convocação se faça antes disso, se necessário for. As questões a discutir serão notificadas aos Srs. deputados o mais cedo possível.

Convido agora a Câmara, pela moção apresentada em meu nome, a registar a sua aprovação das medidas tomadas e a afirmar a sua confiança no novo Governo.

A resolução:

«Esta Câmara saúda a formação de um governo que representa a vontade única e inflexível da Nação de prosseguir a Guerra com a Alemanha até uma conclusão vitoriosa.»

Formar um Governo de tão vastas e complexas proporções é, já por si, um sério empreendimento, mas devo recordar ainda que estamos na fase preliminar duma das maiores batalhas da história, que fazemos frente ao inimigo em muitos pontos - na Noruega e na Holanda -, e que temos de estar preparados no Mediterrâneo, que a batalha aérea contínua e que temos de proceder nesta ilha a grande número de preparativos.

Neste momento de crise, espero que me seja perdoado não falar hoje mais extensamente à Câmara. Confio em que os meus amigos, colegas e antigos colegas que são afectados pela reconstrução política se mostrem indulgentes para com a falta de cerimonial com que foi necessário actuar. Direi à Câmara o mesmo, que disse aos que entraram para este Governo: «Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor». Temos perante nós uma dura provação. Temos perante nós muitos e longos meses de luta e sofrimento.

Perguntam-me qual é a nossa política? Dir-lhes-ei; fazer a guerra no mar, na terra e no ar, com todo o nosso poder e com todas as forças que Deus possa dar-nos; fazer guerra a uma monstruosa tirania, que não tem precedente no sombrio e lamentável catálogo dos crimes humanos. -; essa a nossa política.

Perguntam-me qual é o nosso objectivo? Posso responder com uma só palavra: Vitória – vitória a todo o custo, vitória a despeito de todo o terror, vitória por mais longo e difícil que possa ser o caminho que a ela nos conduz; porque sem a vitória não sobreviveremos.

Compreendam bem: não sobreviverá o Império Britânico, não sobreviverá tudo o que o Império Britânico representa, não sobreviverá esse impulso que através dos tempos tem conduzido o homem para mais altos destinos.

Mas assumo a minha tarefa com entusiasmo e fé. Tenho a certeza de que a nossa causa não pode perecer entre os homens. Neste momento, sinto-me com direito a reclamar o auxílio de todos, e digo «Unamos as nossas forças e caminhemos juntos».

Sangue, suor e lágrimas

«SANGUE, SOFRIMENTO, LÁGRIMAS E SUOR»



Na última sexta-feira à noite recebi de Sua Majestade o encargo de constituir novo Governo. Era evidente desejo do Parlamento e da Nação que este Governo tivesse a mais ampla base possível e que incluísse todos os Partidos.

Fiz já a parte mais importante desse trabalho.

Formei um gabinete de guerra com cinco membros, que representam, com a Oposição Trabalhista, e os Liberais, a unidade nacional. Era necessário que tudo isto se fizesse num só dia, dada a extrema urgência e gravidade dos acontecimentos. Outros cargos importantes foram providos ontem e apresentarei esta noite ao Rei uma nova lista. Conto concluir amanhã a nomeação dos principais ministros.

A escolha dos restantes ministros normalmente leva um pouco mais de tempo, mas espero que, quando o Parlamento voltar a reunir-se, essa parte da minha tarefa esteja terminada e a constituição do Governo se encontre completa sob todos os pontos de vista. Entendi ser de interesse público propor que a Câmara fosse convocada para hoje. No final da sessão de hoje, propor-se-á o adiamento dos trabalhos até terça-feira, 21 do corrente, tomando-se as disposições adequadas para que a convocação se faça antes disso, se necessário for. As questões a discutir serão notificadas aos Srs. deputados o mais cedo possível.

Convido agora a Câmara, pela moção apresentada em meu nome, a registar a sua aprovação das medidas tomadas e a afirmar a sua confiança no novo Governo.

A resolução:

«Esta Câmara saúda a formação de um governo que representa a vontade única e inflexível da Nação de prosseguir a Guerra com a Alemanha até uma conclusão vitoriosa.»

Formar um Governo de tão vastas e complexas proporções é, já por si, um sério empreendimento, mas devo recordar ainda que estamos na fase preliminar duma das maiores batalhas da história, que fazemos frente ao inimigo em muitos pontos - na Noruega e na Holanda -, e que temos de estar preparados no Mediterrâneo, que a batalha aérea contínua e que temos de proceder nesta ilha a grande número de preparativos.

Neste momento de crise, espero que me seja perdoado não falar hoje mais extensamente à Câmara. Confio em que os meus amigos, colegas e antigos colegas que são afectados pela reconstrução política se mostrem indulgentes para com a falta de cerimonial com que foi necessário actuar. Direi à Câmara o mesmo, que disse aos que entraram para este Governo: «Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor». Temos perante nós uma dura provação. Temos perante nós muitos e longos meses de luta e sofrimento.

Perguntam-me qual é a nossa política? Dir-lhes-ei; fazer a guerra no mar, na terra e no ar, com todo o nosso poder e com todas as forças que Deus possa dar-nos; fazer guerra a uma monstruosa tirania, que não tem precedente no sombrio e lamentável catálogo dos crimes humanos. -; essa a nossa política.

Perguntam-me qual é o nosso objectivo? Posso responder com uma só palavra: Vitória – vitória a todo o custo, vitória a despeito de todo o terror, vitória por mais longo e difícil que possa ser o caminho que a ela nos conduz; porque sem a vitória não sobreviveremos.

Compreendam bem: não sobreviverá o Império Britânico, não sobreviverá tudo o que o Império Britânico representa, não sobreviverá esse impulso que através dos tempos tem conduzido o homem para mais altos destinos.

Mas assumo a minha tarefa com entusiasmo e fé. Tenho a certeza de que a nossa causa não pode perecer entre os homens. Neste momento, sinto-me com direito a reclamar o auxílio de todos, e digo «Unamos as nossas forças e caminhemos juntos».

Eu tenho um sonho

Eu tenho um sonho…
Eu tenho um sonho de que um dia possa sonhar sem ter medo de perder o que sonho. Eu tenho o sonho de um dia poder encontrar a minha terra prometida. Eu tenho o sonho, de que sonhar para mim, não seja mais um sonho, e se torne realidade. Eu tenho o sonho, de que isto seja apenas um sonho.
Parece-me que já ouvi isto em qualquer lugar…


Parece-me que quando o ouvi pela primeira vez, naquela enorme praça em Washingtom D.C., parece-me, dizia, que senti que cada palavra ecoava como um trovão, mas um trovão que longe de ser ameaçador, dizia: Oiçam a verdade, pois só ela vos poderá salvar!
Já sentira o mesmo quando ouvira, em Londres, um homem que, não nos prometia mais do que sangue, suor, e lágrimas. E foi por ele que morremos nos céus, nos mares, nas praias. Não pela pessoa em si, mas para que o sonho de outros não nos escravizasse. Foi para vingar a tremenda infâmia, que nos erguemos para lutar pela liberdade que ameaçava partir sem regresso. Foi com sacríficio, que lutamos pela nossa casa, morrendo nas praias. Foi com sacríficio que lutámos durante mil anos contra invasores, sem nunca poder descansar. Foi com sacrifício que, com uma malga de arroz apenas, faziamos marchas infídas.
Tudo isto fizemos pelo sonho de uma vida melhor, de liberdade, pelos nossos pais, pelas mulheres e namoradas, pelos nossos filhos, e pelo futuro. Muitos como eu deram a vida por um mundo melhor. Muitos como eu lutaram sem esperança em ganhar, mas cientes que a derrota estava muito mais longe para nós, do que para os outros. Todos morremos mil vezes, e mais algumas.
E mesmo na morte o que nos fazia lutar pela vida, era aquela mulher, que só em sonhos nos pertencia, não por não ser nossa, mas por não estar connosco. Por ter caído nas mãos de quem a não merece. Poucas não foram as vezes, em a morte chegou antes de podermos fazer algo. Ou então, quem nos esperava, cansou-se de esperar e partiu para um futuro mais seguro. Mais seguro sim, por que mais feliz dúvido. Mas podiam ter a escolha, porque eu, e todos os que morreram por ela, e por todas, assim o quiseram. Morremos pela liberdade de perdoar, de viver, de escolher, pela liberdade de ter medo, de viver, e de morrer.
A guerra enobrece os espíritos mais ricos, e mais fortes, e dissolve os mais pobres, e todos nós, os que morremos por uma causa, que sendo a mais justa somos perpétuados pela memória de quem nos esquece.
Não resta ninguém que possa dizer, «Eu tenho um Sonho…» porque o mundo, e as pessoas deixaram de nele sonhar. As pessoas não compreendem a nobreza do espírito humano, aquele que em nome de uma aspiração mais alta se sacrifica. Não compreendem que o impossível acontece mais vezes do que é suposto. Não compreendem que lutar pelo que é impossível, é lutar pela nossa própria alma. É lutar pelo direito de lutar, é lutar pelo dever de lutar. É lutar pelo impensável, pela justiça de desejar.
É ir a todos os extremos, é fazer tudo o que é possível para alcançar o que de mais precioso existe: A liberdade de escolha.
Vivemos numa era em que tudo o que existe, é tomado como certo. Apenas a vida e a morte podem ter tal categorização.
É na vida e na morte que todos nós surgimos, levantado-nos a ouvir a chamada do dever de sacrificar o que temos, e não temos em prol de um desejo supremo.
Mas para alguns resta sonhar, sonhar apenas com o que se quer, com o que se deseja. Pois apenas sonhar nos mantém vivos, mesmo quando morremos, pouco a pouco, imersos na realidade dura e inconfundível de que, quando algo não nos está destinado, nada podemos fazer senão lutar contra todas as hipóteses, e lutar até ao sacrificio último, que é continuar a viver longe, tão longe do que nos liberta

discurso henrique iv

A cena ocorre no acampamento inglês no dia da batalha de Azincourt (25 de outubro de 1415). O rei Henrique V faz a revista em suas tropas. Os ingleses tem dez mil soldados para opor-se aos 60 mil franceses que os aguardam nas planícies de Azincourt quando é abordado pelo conde de Westmoreland.
O conde de Westmoreland, primo do rei, lamenta a falta de mais homens para pelo menos tentar equilibrar um pouco a enorme diferença dos efetivos de combatentes. O rei toma a palavra então:

Quem expressa esse desejo? Meu primo Westmoreland? Não, meu simpático primo; se estamos destinados a morrer, nosso país não tem necessidade de perder mais homens do que nós temos aqui; e , se devemos viver, quanto menor é o nosso número, maior será para cada um de nós a parte da honra. Pela vontade de Deus! Não desejes nenhum um homem a mais, te rogo! Por Júpiter! Não sou avaro de ouro, e pouco me importo se vivem às minhas expensas: sinto pouco que outros usem minhas roupas: essa coisas externas não encontram abrigo entre as minhas preocupações; mas se ambicionar a honra é pecado, sou a alma mais pecadora que existe.
Não, por fé, não desejeis nenhum homem mais da Inglaterra. Paz de Deus! Não quereria, pela melhor das esperanças, expor-me a perder uma honra tão grande, que um homem a mais poderia quiçá compartir comigo. Oh! Não ansieis por nenhum homem a mais! Proclama antes, através do meu exército, Westmoreland, que aquele que não for com coração à luta poderá se retirar: lhe daremos um passaporte e poremos na sua mochila uns escudos para a viagem; não queremos morrer na companhia de um homem que teme morrer como companheiro nosso.
O dia de São Crispim: este dia é o da festa de São Crispim; aquele que sobreviver esse dia voltará são e salvo ao seu lar e se colocará na ponta dos pés quando se mencionará esta data, ele crescerá sobre si mesmo ante o nome de São Crispim. Aquele que sobrevier esse dia e chegar a velhice, a cada ano, na véspera desta festa, convidará os amigos e lhes dirá: "Amanhã é São Crispim". E então, arregaçando as mangas, ao mostrar-lhes as cicatrizes, dirá: "Recebi estas feridas no dia de São Crispim."
Os velhos esquecerão; mas, aqueles que não esquecem de tudo, se lembrarão todavia com satisfação das proezas que levaram a cabo naquele dia. E então nossos nomes serão tão familiares nas suas bocas com os nomes dos seus parentes: o rei Harry, Bedford, Exeter, Warwick e Talbot, Salisbury e Gloucester serão ressuscitados pela recordação viva e saudados com o estalar dos copos.
O bom homem ensinará esta história ao seu filho, e desde este dia até o fim do mundo a festa de São Crispim e Crispiano nunca chegará sem que venha associada a nossa recordação, à lembrança do nosso pequeno exército, do nosso bando de irmãos; porque aquele que verter hoje seu sangue comigo, por muito vil que seja, será meu irmão, esta jornada enobrecerá sua condição e os cavaleiros que permanecem agora no leito da Inglaterra irão se considerar como malditos por não estarem aqui, e sentirão sua nobreza diminuída quando escutarem falar daqueles que combateram conosco no dia de São Crispim.

(A vida do rei Henrique V, ato IV, cena III)

Só vale a pena viver por aquilo pelo qual estamos dispostos a morrer!

Discurso de um coração valente
Este discurso foi pronunciado por William Wallace, herói escocês retratado no filme "Coração Valente", interpretado por Mel Gibson, diante de seu temeroso exército de homens comuns ante ao desafio de enfrentar a tirania imposta pela Coroa Inglesa:



William Wallace: Filhos de Escócia! Eu sou William Wallace.

Comentário de um soldado: William Wallace tem sete pés de altura!

William Wallace: Sim, ouvi dizer. Mata homens às centenas. E se estivesse aqui, consumiria o exército inglês com bolas de fogo de seus olhos, e relâmpagos do seu arco.


EU SOU William Wallace! E eu vejo um exército inteiro de homens do meu País, aqui, para derrotar a tirania. Vocês vieram lutar como homens livres, e homens livres que vocês são.



Que vocês farão com essa liberdade? Vocês lutarão?



Soldado: Contra isso? (referindo-se ao grandioso exército inglês que marchava contra eles). Não, nós fugiremos, e viveremos.

William Wallace: Sim, lutem e vocês poderão morrer, fujam, e vocês viverão… pelo menos por enquanto. E quando estiverem morrendo em suas camas, muitos anos depois, vocês almejarão negociar todos os dias, de hoje até aquele dia, pela chance, apenas uma chance, de voltar aqui e dizer a nossos inimigos que podem tirar nossas vidas, mas jamais tirarão… Nossa liberdade!


Só vale a pena viver por aquilo pelo qual estamos dispostos a morrer!

"que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da te

"QUE ESTA NAÇÃO COM A GRAÇA DE DEUS VENHA GERAR UMA NOVA LIBERDADE, E QUE O GOVERNO DO POVO, PELO POVO E PARA O POVO JAMAIS DESAPARECERÁ DA FACE DA TERRA"

Há 87 anos, os nossos pais deram origem neste continente a uma nova Nação, concebida na Liberdade e consagrada ao princípio de que todos os homens nascem iguais.
Encontramo-nos actualmente empenhados numa grande guerra civil, pondo à prova se essa Nação, ou qualquer outra Nação assim concebida e consagrada, poderá perdurar. Eis-nos num grande campo de batalha dessa guerra. Eis-nos reunidos para dedicar uma parte desse campo ao derradeiro repouso daqueles que, aqui, deram a sua vida para que essa Nação possa sobreviver. É perfeitamente conveniente e justo que o façamos.
Mas, numa visão mais ampla, não podemos dedicar, não podemos consagrar, não podemos santificar este local. Os valentes homens, vivos e mortos, que aqui combateram já o consagraram, muito além do que nós jamais poderíamos acrescentar ou diminuir com os nossos fracos poderes.
O mundo muito pouco atentará, e muito pouco recordará o que aqui dissermos, mas não poderá jamais esquecer o que eles aqui fizeram.
Cumpre-nos, antes, a nós os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada até este ponto tão insignemente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra.
ABRAHAM LINCOLN

19 de Novembro de 1863